Tabela por idade
Idades em meses de vida cronológica (para prematuros, o calendário de vacinas não usa idade corrigida). Fonte: Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação, 3ª edição, 2026.
| Idade | Vacinas |
|---|---|
| Ao nascer | BCG (dose única, na maternidade) e Hepatite B (na sala de parto ou nas primeiras 12 horas) |
| 2 meses | Pentavalente (1ª), VIP poliomielite (1ª), Pneumocócica VPC20 (1ª), Rotavírus (1ª) |
| 3 meses | Meningocócica C (1ª) |
| 4 meses | Pentavalente (2ª), VIP (2ª), VPC20 (2ª), Rotavírus (2ª) |
| 5 meses | Meningocócica C (2ª) |
| 6 meses | Pentavalente (3ª, não antes dos 6 meses), VIP (3ª), Covid-19 (1ª), Influenza (1ª) |
| 7 meses | Covid-19 (2ª), Influenza (2ª, 30 dias após a 1ª) |
| 9 meses | Febre Amarela (1ª), Covid-19 (3ª) |
| 12 meses | Tríplice Viral SCR (1ª), VPC20 (reforço), Meningocócica ACWY (substitui o antigo reforço da MenC) |
| 15 meses | Tríplice Viral (2ª), Varicela (1ª), DTP (1º reforço), VIP (1º reforço), Hepatite A (dose única) |
O que mudou recentemente
- VPC10 virou VPC20 (junho de 2026): a pneumocócica conjugada agora cobre 20 sorotipos, no mesmo esquema de 2 doses mais 1 reforço (2, 4 e 12 meses).
- MenACWY aos 12 meses (Nota Técnica 77/2025): substitui o reforço da meningocócica C. As duas doses da MenC aos 3 e 5 meses continuam.
- Segundo reforço da VIP aos 4 anos (Nota Técnica 64/2026): a poliomielite passou a ter 5 doses, todas injetáveis. A gotinha (VOP) saiu porque a injetável protege igual, sem o risco raro da vacina oral.
- Rotavírus com prazo maior (Nota Técnica 193/2024): a 1ª dose pode ser dada até 11 meses e 29 dias e a 2ª até 23 meses e 29 dias. Antes era 3 meses e 15 dias, e muitos sites ainda repetem o prazo antigo.
Prazos que não podem passar
- Rotavírus: o ideal continua sendo aos 2 e 4 meses. Se a 1ª dose passar de 11 meses e 29 dias, o bebê perde as duas.
- BCG: pode ser feita até 4 anos e 11 meses, mas o ideal é na maternidade.
- Influenza: na primeira vez, são 2 doses com 30 dias de intervalo. Nos anos seguintes, 1 dose por campanha, até os 5 anos e 11 meses.
- Varicela: a 2ª dose vem aos 4 anos, com intervalo mínimo de 3 meses da primeira.
No dia da vacina
Leve a Caderneta da Criança e o cartão do SUS. Aos 2 meses são 3 injeções e a gotinha do rotavírus no mesmo dia. Febre baixa e dor no local por 1 a 2 dias são esperadas; pergunte na sala de vacina o que dar e quando voltar se passar disso.
Depois dos 15 meses
Aos 4 anos: DTP (2º reforço), VIP (2º reforço), Febre Amarela (2ª dose) e Varicela (2ª dose). Aos 9 anos, HPV em dose única. Entre 10 e 14 anos, Dengue em 2 doses com 3 meses de intervalo. Aos 11 anos, reforço da MenACWY.
A tabela acima é a do Programa Nacional de Imunizações, ou seja, o que está de graça nos postos. A SBIm publica um calendário com vacinas adicionais disponíveis na rede privada; se o pediatra sugerir alguma, vale perguntar o preço antes de ir.
O Toddli carrega o calendário nacional de 2026 já com as notas técnicas mais recentes, calcula a data de cada dose pela data de nascimento e lembra você antes. Para famílias que moram fora ou vão viajar, o app tem o calendário de outros 13 países e mostra as diferenças lado a lado.
Fontes
- Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações. Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação, 3ª edição, 2026 (atualizada em 17/07/2026). gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario
- Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 77/2025 (MenACWY substitui o reforço da MenC aos 12 meses, 01/07/2025).
- Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 64/2026 (segundo reforço da VIP aos 4 anos, 03/08/2026).
- Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 193/2024-CGICI/DPNI/SVSA/MS (ampliação das idades limite da vacina rotavírus: 1ª dose até 11 meses e 29 dias, 2ª dose até 23 meses e 29 dias).
- SBIm, Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação SBIm criança (edição vigente). sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao
- Ministério da Saúde. Caderneta da Criança (edição vigente): escala de cores das fezes, calendário de consultas de puericultura, curvas de crescimento em escore z.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do pediatra. Cada bebê é único: em caso de dúvida ou de qualquer sinal de alerta, procure atendimento médico.

