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Sono

Sono seguro do bebê: as recomendações da AAP (2022) em português, em 17 regras

A morte súbita do lactente é rara, e a maior parte do risco está no ambiente de sono. A SBP recomenda o mesmo no Brasil; a lista mais completa é a da AAP, atualizada em 2022. As cinco primeiras regras resolvem quase todas as dúvidas.

Onde o bebê dorme

  1. De barriga para cima, em todo sono. Sonecas e noite, até 1 ano. Quando o bebê já rola sozinho nos dois sentidos, pode deixá-lo na posição que escolher, mas comece sempre de barriga para cima.
  2. Superfície firme, plana e sem inclinação. Colchão firme com lençol bem esticado. Inclinação maior que 10 graus não é segura.
  3. Nunca sofá, poltrona ou almofada. São os lugares de maior risco, principalmente se um adulto adormecer junto.
  4. Tire do bebê-conforto ou do balanço. Cadeirinha, carrinho e balanço são para transporte e brincadeira supervisionada. Se o bebê dormir neles, passe para o berço assim que possível.
  5. Nada mais dentro do berço. Sem travesseiro, cobertor solto, protetor de berço, bichos de pelúcia ou posicionadores. Só o bebê e o lençol.
  6. Mesmo quarto, superfície separada. O berço no quarto dos pais, pelo menos nos primeiros 6 meses. Compartilhar a cama não é recomendado.
Na noite em que o bebê acaba na sua cama

A AAP sabe que acontece, e diz o que reduz o risco: colchão firme, sem travesseiro ou edredom perto dele, longe da parede e da beirada, nunca com quem fumou, bebeu ou tomou remédio para dormir. E nunca no sofá ou na poltrona: se você sente que vai dormir com o bebê no colo, coloque-o no berço antes, mesmo que ele acorde.

Como o bebê está vestido

  1. Pare de enrolar (charutinho) ao primeiro sinal de rolar. A maioria começa a tentar rolar por volta dos 3 a 4 meses, mas alguns começam já aos 2. Um bebê enrolado que rola de bruços não consegue se virar de volta.
  2. Não deixe o bebê ficar com muito calor. No máximo uma camada a mais do que você usaria. Sem gorro dentro de casa. Suor na nuca é sinal de excesso.

O ambiente e os cuidadores

  1. Sem fumo nem nicotina por perto. Na gravidez e depois. Isso inclui cigarro eletrônico e fumar na varanda com a roupa que depois segura o bebê.
  2. Sem álcool, maconha, opioides ou drogas ilícitas em quem cuida do bebê à noite. Eles reduzem a capacidade de acordar.
  3. Nenhum produto previne a morte súbita. Colchões "antirrefluxo", ninhos, cunhas e travesseiros "de sono seguro" não demonstraram reduzir o risco. Os inclinados já caem na regra dos 10 graus.
  4. Pré-natal regular. A AAP inclui na lista porque o acompanhamento na gravidez está associado a menor risco. Fica aqui pela lista ser completa.

O que reduz o risco

  1. Chupeta na soneca e na hora de dormir. É o que a AAP recomenda, sem prender no bebê nem na roupa, e sem recolocar se cair depois que ele dormir. No Brasil, o Ministério da Saúde (Iniciativa Hospital Amigo da Criança) orienta evitar chupeta em bebês que mamam no peito, e muitas maternidades dizem isso na alta. Converse com o pediatra.
  2. Amamentar reduz o risco. Leite materno como única fonte de nutrição por cerca dos primeiros 6 meses, e continuando depois com a comida.
  3. Mantenha as vacinas em dia. A vacinação está associada a menor risco de morte súbita.
  4. Tempo de bruços todo dia, acordado e vigiado. Fortalece o pescoço e evita achatamento da cabeça, sem colocar o bebê de bruços para dormir.
  5. Monitor não é equipamento de segurança. Babás eletrônicas e monitores de oxigênio "para bebê" não substituem nenhuma das regras acima e não previnem a morte súbita.
Como o Toddli ajuda

O Toddli mostra essas recomendações na seção de sono e repete a regra do charutinho na tela de registro de sono e no checklist do choro, na idade em que o bebê começa a rolar.

Fontes

  1. AAP. Sleep-Related Infant Deaths: Updated 2022 Recommendations for Reducing Infant Deaths in the Sleep Environment. Pediatrics 2022;150(1):e2022057990.
  2. AAP, HealthyChildren.org. Swaddling: Is it Safe for Your Baby?
  3. AAP, HealthyChildren.org. How to Keep Your Sleeping Baby Safe (2022).
  4. Ministério da Saúde e OMS/UNICEF. Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno (passo 9: não oferecer bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas).

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do pediatra. Cada bebê é único: em caso de dúvida ou de qualquer sinal de alerta, procure atendimento médico.

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